Como funciona a EFT – Amígdala e Feinstein

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amigdala

Olá viva!

Vou falar hoje sobre como funciona a nossa mente e como funciona a EFT. Muitas pessoas consideram estranho como as Técnicas de Libertação Emocional conseguem em minutos libertar a pessoa de dores, traumas diversos, fobias e outros problemas graves.

Mais estranho ainda relacionar o uso de uma técnica inovadora como a EFT para tratar de questões financeiras e até da saúde física.

E tudo isto devido a diversos motivos.

O primeiro é porque não estamos habituados a dar atenção aos sinais que o nosso corpo através das emoções e pensamentos recorrentes nos enviam a todos os segundos do dia.

A falta de ouvir o corpo leva a que apenas estejamos focados no exterior e nos efeitos e não procuremos as causas. Consideramos que tudo o que acontece é devido a acontecimentos que vêm de fora e ainda temos dificuldade em lidar com isso.

Perfeitamente compreensível. Até porque mesmo para quem já tenha experiência de analisar as suas emoções e procurar as razões dos seus problemas , até à descoberta da EFT- Técnicas de Libertação Emocional, era muito difícil lidar com o que se encontra. Eu passei por esse processo durante anos. Por isso sei como pode ser difícil sem um meio de resolver, como lidar com o problema?

Este é um assunto que pede mais desenvolvimento e o farei certamente em futuros artigos. Mas hoje eu gostaria de partilhar consigo mais conhecimento científico sobre o funcionamento da EFT.

Para obter os melhores resultados é bom conhecer e saber aplicar todas as Técnicas da EFT.

David Feinstein é pioneiro em Psicologia Energética nos Estados Unidos. Autor de mais de 80 livros com Donna Eden e Gary Craig traz-nos um conhecimento valioso sobre a Psicologia Energética e os seus estudos científicos.

Eu hoje vou partilhar consigo sobre o funcionamento da amígdala.

Como funciona a EFT e a ação na Amígdala

O cérebro tem em si mais ou menos cem biliões de neurónios que se conectam ELETROQUIMICAMENTE, estes neurónios controlam cada movimento, sentimento ou pensamento que temos… Os pontos de acupuntura carregam em si uma grande concentração de receptores e são sensitivos a estimulação mecânica, e, certos pontos, quando estimulados enviam sinais directamente para áreas do cérebro ligadas a emoções…Um estudo usando Ressonância Magnética demonstrou que estimulando certos pontos na pele, não somente muda as actividades do cérebro, mas também desactiva áreas que estão envolvidas com o medo e a dor. Certos pontos também liberam serotonina, um neurotransmissor que se não for produzido o suficiente é associado com depressão, ansiedade e vícios. – The Promise of Energy Psychology. David Feinstein

No livro The Promise of Energy Psychology, David Feintein, cita que pelo menos 360 acupontos (pontos de acupuntura) distribuídos pelos meridianos, uma tradução mais acurada do que pontos seria buracos (hollow) e porque os pontos de acupuntura trazem em si uma menor resistência eléctrica, são chamados de janelas abertas para nosso corpo energético.

Em 2012 David Feinstein participou no Tapping World Summit (também em 2015) e procurei fazer uma tradução da sua entrevista. Adiciono também algumas considerações minhas.

Baseado em estudos feitos na Universidade de Harvard, usando a ressonância magnética para investigar o que acontecia no cérebro quando estimulado através dos pontos de acupuntura, foi constatado que, quando certos pontos são estimulados, ocorre diminuição da resposta da amígdala.
Isto quer dizer que, quando uma pessoa sofre de algum transtorno de ansiedade, que inclui também Transtorno do Pânico, TSPT (Transtorno de Stress Pós-Traumático), muito comum em diversas situações nomeadamente nos traumas de guerra, a ansiedade, o pânico ou o stress produzido por determinados eventos, faz com que a amígdala – que é a parte do cérebro que detecta perigo e stress (veja o ponto indicado na foto acima) – fique ligada no nível máximo.

Para fazer uma comparação, seria como estar num carro parado, mas com o pé carregado no acelerador a fundo. A pessoa de facto já não está em perigo mas acontece uma interpretação errada da amígdala.

Isto porque o nosso subconsciente não reconhece tempo, nem espaço, nem gosto, etc. Para todos os efeitos é como se a pessoa continuasse a viver continuamente aquela situação pensando nela de forma consciente ou não.

O cérebro liga o “alarme de emergência” para proteção, levando a pessoa a ficar constantemente a sentir a sensação de perigo, particularmente se a mente identifica uma ocorrência que tenha parecenças com o ocorrido, ou que faça lembrar. Aí dispara o gatilho emocional e liberta substâncias químicas idênticas, o que intoxica o organismo.

Por outro lado, os gatilhos emocionais fazem com que a pessoa tenha subitamente o mesmo comportamento e as mesmas sensações que experimentaria se estivesse em perigo mortal.
Isto pode acontecer por várias razões, mas o facto é que a pessoa concentra toda a sua atenção no que está a acontecer e não consegue pensar em mais nada!
Quando o seu corpo acha que você está em perigo mortal por exemplo, podemos analisar a situação de uma pessoa que esteve na guerra e que quando ouve uma bombinha de carnaval  a explodir ou um estouro de um pneu , é como se ela estivesse de volta ao local, é como se a memória o levasse de volta à guerra, é um “flash back”. O seu cérebro tem uma reação automática o que produz os efeitos fisiológicos imediatos no corpo e ele usará todos os recursos que tiver para salvar sua vida.

Esta reação é conhecida como Resposta de Emergência e ela é mais rápida do que o pensamento, nestes poucos segundos deve haver uma decisão entre ficar e lutar ou fugir.
O que acontece enquanto aplicamos a EFT é que levamos o paciente a recriar mentalmente o trauma ou memória, de forma confortável e isso faz com que a amígdala se prepare para dar uma resposta ao stress, o que leva o cérebro a vivenciar de forma muito parecida à situação em que ele estava na época do trauma ou evento doloroso, num nível menor, mas em situação quase idêntica.
Enquanto o corpo (mente e cérebro) permanece nesse estado de stress, estimulamos através de pequenas batidas, ou  tapping, determinados pontos de acupunctura que enviam sinais ao cérebro para que relaxe.

Diversos estudos comprovaram que a EFT, diminui a resposta ao stress, processo fundamental para o desenvolvimento da saúde inclusive da prevenção e também desativa áreas do cérebro que estão envolvidas com medo e dor. Além de causar a libertação de serotonina, um neurotransmissor que, se não estiver presente no cérebro em quantidade suficiente é associada com depressão, ansiedade e dependência química.
Assim o cérebro recebe mensagens opostas: de um lado a memória ou imagem do evento faz com que a amígdala aumente a resposta ao stress e de outro lado o “tapping” (EFT) diminui essa resposta do número de ligações neurais entre a imagem e a resposta de emergência.
Não é preciso fazer a EFT por muito tempo, porque a resposta Fuga ou Luta, não consegue durar muitos minutos. Esta resposta é muito importante, pois, um segundo pode fazer diferença entre vida e morte, então é uma resposta automática do cérebro.

O cérebro, ao lidar com essas mensagens opostas, faz com que a resposta que diminui o estímulo stressante comece a predominar, e a pessoa continua a imaginar o evento, mas a resposta stressante não ocorre mais.
Da próxima vez que ela estiver na situação que a fazia lembrar do trauma original, passa a não existir a resposta biológica; a pessoa pode ter a lembrança, ainda que seja uma lembrança muito triste, horrorosa, mas não vai haver a resposta fisiológica.

A paz e o Bem-Estar instalam-se e o corpo encontra caminhos para o restabelecimento integral.

Dessa forma, você permite que outras partes do cérebro se envolvam e processem a lembrança e lhe dêem um novo significado.

Essa é a razão pela qual muitas pessoas não conseguem sair de traumas somente com psicoterapia. Essas terapias onde você só conversa não têm condições de tocar (mudar) este nível de resposta física do corpo, mas quando você tem uma ferramenta como a EFT, que rapidamente intervém com esse nível de profundidade no cérebro, estamos literalmente mudando as conexões, e isto é comprovado cientificamente.
Chama-se NEUROPLASTICIDADE

Também importante observar, e analisei por experiência pessoal, que quando falamos de algum assunto desconfortável mas não limpamos na hora em que falamos, principalmente em situações de atendimento terapêutico em que o corpo está a pedir ajuda, muitas vezes o problema agrava-se. Embora a pessoa sinta algum alívio porque desabafou, o problema continua e muitas vezes agrava-se pois está a ser reforçado por estar a “puxar” o assunto sem limpá-lo. Fica cada vez mais forte.

As mudanças com a aplicação da EFT acontecem muito rapidamente, hoje esse processo tem o nome de neuroplasticidade, querendo dizer que o cérebro pode mudar de maneiras que não acreditávamos que fosse possível há dez anos atrás.
Ao usarmos a EFT, teremos muito mais possibilidades para intervenções simples e sem medicamentos nem cirurgias, de conseguir mudar e melhorar o cérebro.
Existem atualmente alguns estudos para determinar quais as melhores técnicas que ajudam nessa neuroplasticidade e a EFT está entre as quatro estudadas.
Esta Técnica consegue desfazer a ligação entre o pensamento e a resposta causada pelo medo, ansiedade ou outra reação conduzindo a pessoa a pensar no evento sem ter a resposta física, o que a deixa livre da memória do trauma.

Daí a rápida recuperação. Os resultados com a EFT são rápidos e continuados. Você pode fazer sozinho mas, com treinamento acompanhado por um profissional de EFT, pode conseguir com segurança alcançar os melhores resultados. O alivio começa a ser sentido em minutos, mas o corpo leva 21 dias a adaptar-se a cada mudança. Por outro lado pode variar o número de sessões necessárias porque cada caso é um caso.

Ao libertar do trauma a pessoa fica mais feliz e isso acontece porque temos um mecanismo programado dentro de nós para nos fazer sentir mais felizes.

Sermos felizes e saudáveis é o estado normal de cada pessoa.

Existe dentro de nós uma força que quer curar a parte que foi agredida e continua machucada. Esse mecanismo leva-nos a repetir o evento suprimido ou não resolvido e esse evento não curado tende a reaparecer em sonhos, em flashes back.

Temos um radar extraordinário que nos faz recriar experiências da infância que não foram processadas, entre outras, e uma vez curadas não existe mais a necessidade de serem revividas, pois, perderam a sua energia e o seu poder.
EFT tem uma flexibilidade que a acupunctura não tem: você pode bater em alguns pontos; se não der certo, pode mudar os pontos, mudar a maneira como o problema é abordado, mudar a sequência. Você não pode fazer essas mudanças numa sessão de acupunctura com agulhas.
Portanto, a EFT ajuda, comprovadamente por todos os que a praticam e pelos testes laboratoriais e clínicos, a conduzir o corpo a um reequilíbrio energético e biológico total.

Bibliografia: Feinstein, David. The Promise of Energy Psychology

Faço votos de um dia cheio de paz e Bem-Estar na sua vida.

Até ao próximo post!


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